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7 passos antes de começar a vender pela internet

25 maio 2015
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Uma vez que o ambiente online costuma ser muito mais informal que o offline, não é difícil entender por que muita gente acredita que as regras e leis de um comércio físico não se aplicam aos e-commerces. O problema é que, na realidade, os comércios digitais também têm suas obrigações e deveres perante a lei, e burlar esses processos pode trazer variados problemas para o proprietário.

As leis que regem uma loja virtual são bastante similares às que regem uma física. Além disso, é preciso planejar e identificar seu público-alvo. Continue lendo nosso post de hoje e aprenda tudo que você precisa saber antes de abrir um e-commerce e começar a vender pela internet!

1. Faça um plano de negócios

Antes de montar o seu negócio e começar a vender pela internet é imprescindível montar um plano de negócios. Com ele você vai definir o seu orçamento, para quem você vai vender (seu público-alvo), o valor dos seus produtos, a expectativa do retorno do investimento, os cenários em curto, médio e longo prazos e todas as outras questões relativas ao seu empreendimento. O plano de negócios vai te dar um real panorama do que você poderá esperar do seu negócio. Lembre-se: planejamento é tudo!

2. Atente-se aos procedimentos relativos à Lei

Abrir um e-commerce não significa simplesmente criar um domínio e passar a vender seus produtos por ele. Como no caso dos estabelecimentos comerciais físicos, é preciso realizar uma série de registros oficiais antes de abrir o negócio. Confira:

Junta Comercial: sua primeira parada

Depois de reunir toda a documentação necessária, o que varia de um estado para outro, você deverá fazer o registro do nome da sua empresa. No site da Junta Comercial do seu estado, você conseguirá se informar sobre a documentação necessária, prazos e preços de registro. Com esse registro sua empresa passa a existir, mas só poderá operar depois das outras formalidades, que seguem.

Receita Federal para registro de CNPJ

Todas as empresas precisam ter um número de CNPJ. Tal qual o CPF para as pessoas físicas, o CNPJ existe para as jurídicas. Só com este registro e este número as empresas conseguem emitir nota fiscal, o que também é obrigatório para os e-commerces (que, no caso, emitem a nota eletrônica).

ICMS e a Receita Estadual

Um cadastro na Secretaria da Fazenda do Estado também deve ser feito. Dessa forma, a empresa fica inscrita no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), responsável pela tributação estadual. Sim, os e-commerces também precisam pagar impostos!

Alvará de funcionamento na prefeitura

Depois disso tudo, é preciso ir à prefeitura do seu município solicitar o alvará de funcionamento da sua loja virtual. Na prefeitura também se faz a solicitação de autorização para emissão de notas fiscais.

Previdência Social: cadastro dos responsáveis legais

Você tem até 30 dias depois do início das suas atividades comerciais para ir à previdência social do seu município para cadastrar a sua loja online e os responsáveis legais por ela.

Registro de marca e patente

Também é importante garantir o registro da sua marca ou patente. Isso pode ser feito em um escritório do INPI ou no próprio site do instituto.

Certificação digital e notas fiscais eletrônicas

A emissão de notas fiscais também é obrigatória nos processos de venda. Para emitir as notas fiscais eletrônicas, você vai precisar, antes de tudo, de uma autorização da Secretaria de Estado da Fazenda e de uma certificação digital (que pode ser comprada em várias certificadoras disponíveis no mercado). Atenção: a empresa escolhida para emitir sua assinatura eletrônica deve ser aprovada pela ICP-Brasil. Para o cadastro junto à Secretaria de Estado da Fazenda, um contator poderá te auxiliar caso tenha alguma dúvida ao proceder no registro.

Além disso, é necessário ter instalado no computador um software para gerar as notas fiscais eletrônicas (ele é disponibilizado gratuitamente por algumas Secretarias de alguns estados, como São Paulo, por exemplo). Caso o programa gratuito não atenda às suas necessidades, hoje existem softwares de gestão que realizam essa emissão. Basta que você pesquise o que mais se adequa à sua necessidade, lembrando-se de que o sistema deve, preferencialmente, poder integrar-se à plataforma do seu e-commerce.

Outras regras específicas dos e-commerces

Desde 2013 existe o Regulamento Brasileiro de Comércio Eletrônico, instituído através do Decreto 7.962. Este regulamento complementa o Código de Defesa do Consumidor para obrigar os estabelecimentos virtuais a fornecerem informações mais detalhadas sobre os produtos e a agirem de acordo com os direitos do comprador.

O regulamento legisla também os procedimentos administrativos — como atendimento eletrônico e devoluções — e se aplica a todas as empresas que realizarem comércio através de sites, blogs ou redes sociais na internet — lembrando que os negócios que ignorarem as regras correm o risco de serem multados e até fechados.

3. Garanta segurança para o pagamento

Os meios para pagamento devem garantir a segurança do comprador através, por exemplo, do protocolo SSL/TLS para o chamado HTTPS (Hypertext Transfer Protocol Secure).

4. Estabeleça uma política de devolução e arrependimento

O site deve informar de maneira ostensiva e com bastante clareza os direitos de devolução das mercadorias em caso de desistência ou arrependimento da compra. O “direito de arrependimento”, previsto no Código de Defesa do Consumidor, quer dizer que o comprador tem o direito de desistir da compra dentro de sete dias a partir do recebimento da mercadoria. Esse direito é concedido ao utilizador do e-commerce, tendo em vista que este não tem a mesma chance de analisar o produto comprado na internet da mesma forma que o faria em um estabelecimento físico.

5. Evite erros e complicações burocráticas

Começar a vender pela internet, sem tomar as devidas providências legais vai te trazer problemas com fornecedores, clientes e pagamentos. Além de seguir à risca as regras estabelecidas por lei, outras atitudes podem ajudar a garantir que o e-commerce fique livre de problemas.

Algo primordial é ser claro e não omitir nenhum detalhe: preços, condições de pagamento e possíveis riscos à saúde do cliente devem estar sempre explicitados. Além disso, o consumidor precisa saber exatamente de quem está comprando, por isso telefones, CNPJ e endereço físico da administração também entram na lista de itens obrigatórios. Isso evita problemas e mal-entendidos e, consequentemente, diminui a taxa de “arrependimento” do seu negócio.

6. Divulgue sua loja

Se você não investir em divulgação, pode ser que ninguém, ou pouquíssimas pessoas saibam que sua loja existe. Ao começar a vender pela internet é importante que você  elabore uma campanha, trace metas, trabalhe ferramentas de marketing digital, como links patrocinados, otimização para SEO, redes sociais e e-mail marketing. É fundamental montar um plano de divulagação para atingir seu público-alvo nos canais que ele estiver. Fique atento: gerar informações de qualidade certamente vai contribuir para a sua conversão em vendas!

7. Tenha uma central de atendimento de qualidade

Invista também em um atendimento de qualidade a fim de poder resolver qualquer dúvida e problema do consumidor de forma mais rápida e eficiente possível.

E então, pronto para abrir o seu e-commerce e começar a vender pela internet? Conte pra gente através dos comentários o que você tem planejado para vender pela internet. Nós temos uma equipe pronta para te ajudar a otimizar suas campanhas e alavancar o seu negócio. Faça contato conosco! Boas vendas!



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